DANÇA

Béjart ajudou a popularizar a dança


Na década de 1980, as exibições do Ballet do Século 20, companhia de dança do coreógrafo francês Maurice Béjart, eram grandes acontecimentos, inclusive por aqui – ele se apresentou para 13 mil pessoas no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Na época, a joia de seu repertório era Bolero, que estreou em 1961, na Bélgica, país que o acolheu e projetou, já que a França não lhe dava a devida atenção. A obra de Béjart, que contribuiu decisivamente para a popularização da dança como expressão erudita, volta ao Brasil neste mês, na programação do centenário da Sociedade de Cultura Artística, em São Paulo.
É uma oportunidade de contato com a arte do coreógrafo, morto em 2007. Instalado na Suíça desde 1987, seu grupo passou a se chamar Béjart Ballet Lausanne e hoje é dirigido pelo bailarino Gil Roman, designado pelo próprio mestre para sucedê-lo. Roman traz ao Municipal de São Paulo três clássicos: Ce que l’Amour Me Dit (de 1974, com música de Mahler), Cantate 51 (de 1966, ao som de Bach) e Bolero, sobre a composição homônima de Maurice Ravel. A respeito dessa obra atemporal, belamente filmada pelo francês Claude Lelouch em Retratos da Vida, de 1982, o coreógrafo declarou que é a história de um desejo. Foi feita originalmente para uma bailarina que, no centro de uma mesa redonda, incorpora a melodia e se deixa envolver pela intensidade orquestral crescente até ser “devorada” pelo ritmo, representado pelos bailarinos que a rodeiam.
Dezoito anos depois da estreia, Bolero ganhou uma versão inversa, em que o homem dança no centro. Segundo Béjart, a obra “tomou ares de uma variação sobre o tema de Dionísio e suas bacantes”. Até morrer, em 1992, aos 45 anos, o bailarino Jorge Donn emprestava seu brilho à peça. Mesmo sem ele, o espetáculo deverá emocionar a plateia paulistana.



A Face Pop do Balé

Confira um trecho de Octopus, novo trabalho de Philippe Decouflé, que mistura dança, mímica e efeitos especiais.



Depois de assinar shows para o Cirque du Soleill e o cabaré parisiense Crazy Horse, o coreográfo francês Philippe Decouflé leva ao Teatro Alfa, em São Paulo, Octopus (foto),o mais novo trabalho de sua companhia de dança. Com muitos recursos visuais, sua obra costuma agradar até não-iniciados. Veja um trecho do espetáculo:


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