sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Festival da Borborema começa nesta sexta

Praça da Bandeira será o palco da segunda edição do festival que traz as bandas Valsa de Molly e Back Door Blues.


A Valsa de Molly e a Back Door Blues são as atrações da segunda edição do Festival Borborema, que acontece hoje, na Praça da Bandeira, em Campina Grande.

Com a proposta de valorizar a produção local e usar arte como forma de intervenção social, o projeto tem apoio de coletivos artísticos da cidade.

A Valsa de Molly existe há três anos, é influenciada por filmes europeus e toca gêneros variados como trip hop, blues, bossa nova e samba.

Já o pessoal da Back Door Blue está junto há menos de um ano e faz o chamado “blues elétrico”.

A noite termina com a mistura de coco, maracatu, ciranda e repente conduzida pelo DJ Etnia.

A apresentação é aberta ao público, que deve levar alimentos e donativos, destinados ao Instituto São Vicente de 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fernando Teixeira completa 50 anos de palco

Teixeira é hoje um dos atores mais respeitados da Paraíba e comanda com sua esposa o grupo de teatro Bigorna.



O retrospecto dos 70 anos de vida e 50 anos de palco de Fernando Teixeira revela a história de um ator encarcerado. “Sempre elogiaram o meu ator, mas eu nunca acreditei nele”, confessa em meio às comemorações dos marcos de sua trajetória pessoal e artística. O que ninguém sabe é que, quando essa história estava apenas começando, o jovem que ainda ensaiava sua estreia teatral esteve, literalmente, atrás das grades.

Eram fins da década de 1950 e Teixeira acabava de ser convocado para o Exército. “Quando eu me alistei na Junta Militar, um sujeito enfardado apareceu e perguntou se havia voluntários para a Marinha. Eu cutuquei o colega ao lado e cochichei: 'Eu não vou porque sou de família'. O sujeito pediu que eu desse um passo à frente e ordenou: 'Você será o primeiro'", conta o ator, diretor e dramaturgo.

No comando marítimo, em Natal (RN), o futuro artista se revelou um recruta insubordinado. “Chegava o fim de semana e me avisavam de João Pessoa que tinha festa no Clube Astreia. Eu demorava a voltar e, quando me apresentava, já tinha uma cela esperando por mim. Aquilo era um horror”, lembra Teixeira, que quase foi expulso da corporação por sua boemia.

Foi na liberdade das coxias que ele encontrou seu verdadeiro caminho: tendo sua 'avant-première' no teatro, no elenco do infantil Joãozinho Anda pra Trás, Fernando Teixeira viaja para São Paulo e, por três anos, entra em contato com a estética revolucionária do Teatro Oficina. “Você imagine o cabra sair de Conceição do Piancó, chegar em São Paulo e se deparar com o Oficina. O bonde tocava e eu não sabia a direção”, recorda Teixeira, que voltou à Paraíba e, em 1968, fundou o Grupo Bigorna.

Desde 2009, ele e o Bigorna têm viajado por mais de 60 cidades paraibanas, fazendo um mapeamento do movimento teatral do Estado e apresentando Esparrela, monólogo que inicia sua última temporada em João Pessoa amanhã, às 20h, no Teatro Santa Roza.

Em Esparrela, Teixeira tem a oportunidade de dirigir e encenar um texto de sua própria autoria: "Minha infância foi muito braba, então sempre quis ser diretor porque diretor era quem mandava, ator só recebia ordens", brinca quem também já teve passagens pelo cinema, em longas-metragens como Baixio das Bestas (2007). "Foi o cinema que me fez confiar no meu ator", diz Fernando.

Por Tiago Germano - Jornal da Paraíba

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Luci Pereira estreia novo espetáculo em SP



Na Boca do Leão esse é o titulo do novo espetáculo da paraibana Luci Pereira  que está em temporada em São Paulo, para quem não sabe Luci Pereira fez bastante sucesso aqui na Paraíba com os espetáculos, Machos, Fêmeas, As Malditas e etc.
Enredo:
Conta a história de Ricardo e Darci, que são muito amigos. Querendo se dar bem e economizar no imposto de renda, Ricardo coloca o amigo de nome Dúbio como sua esposa na declaração. Eis que a visita inesperada de um fiscal da Receita Federal faz a dupla apelar para a armação. Darci se traveste de mulher e, para aumentar a confusão – e as gargalhadas do público –, o rebuliço fica maior ainda quando aparecem as namoradas dos rapazes e a mãe de Ricardo.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Billy Van Zandt e Jane Milmore
Direção e Adaptação: Eduardo Martini
Elenco: Eduardo Martini, Gerson Esteves, Carina Sacchelli, Bruno Albertini, Vivi Alfano, Luci Pereira, Sissi Zucato e Jésus Adriano.
Costureira: Claudete
Cenografia: Eduardo Martini
Cenógrafo: Marquinhos
Figurinos: Adriana Hitomi
Produção Executiva: Marcos Meneghessi
Efeitos Sonoros: Sergio Luis
Design de Luz: Yara Leite
Produção e Administração: Adriana Amorim
Coordenação Geral: Yara Leite
Produtores Associados: Eduardo Martini e Carina Sacchelli
Desejamos Sucesso para Luci Pereira e todo elenco da peça

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Stalking Malvino Salvador



Tiroteio na praia no Rio de Janeiro ontem.

Areia: uma casa de arte

*Pedro Santos 

De 14 a 18 de setembro, a apaixonante cidade de Areia abrigou uma parcela representativa da produção artística da Paraíba. Aos moldes da peculiar arquitetura colonial, a cidade se transformou num verdadeiro solar das artes paraibanas, que destinou seus cômodos à instalação da programação do 12º Festival de Artes de Areia.

Coube, portanto, ao Festival, a função de servir como janela dessa edificação por onde se observou mais de uma centena de atividades ligadas à cultura da Paraíba. Apostando numa programação que representasse a produção artística e cultural do Estado, o Festival de Artes de Areia atraiu olhares para o interior da casa, ou seja, a produção paraibana.

Durante cinco dias, Areia foi ocupada por artistas, intelectuais e profissionais do campo da cultura. Mais de 650 participantes se deslocaram de vinte e seis municípios paraibanos para aquela que se constituiu o epicentro da diversidade cultural da Paraíba. Em pouco tempo as acomodações desta grande casa estavam lotadas.

Os salões e suas portas abertas receberam debates, exposições e reflexões sobre a cultura da Paraíba. Pelos corredores ouviam-se ecos ora convergentes, ora divergentes sobre os temas debatidos no Festival. O confronto de pensamentos ratificou o interesse da Secretaria de Estado da Cultura em promover importantes debates e avançar nas diferentes esferas do campo da cultura paraibana.

Mesmo num frio de 18 graus, as cozinhas esquentaram a ânsia do povo em devorar sons e texturas apresentadas nos palcos do Festival. Os olhares do público pareciam abocanhar as melodias de Zé Ramalho, Amazan e Genival Lacerda. Era visível o deleite com que o povo saboreava as canções consagradas pelos ilustres paraibanos.

Contudo, a magia maior era percebida quando, por exemplo, Cátia de França, Escurinho, Tadeu Mathias e Quinteto da Paraíba subiam aos palcos. Para alguns a sensação era como a de experimentar um novo tempero. No início o sabor de uma nova possibilidade gerava rostos desconfiados, comentários ao pé do ouvido, certa repulsa. Foi aos poucos que o paladar – até então domesticado com temperos recorrentes e massificados – começou a identificar o novo sabor. E gostou!

Nem mesmo as senzalas desta grande casa foram deixadas para trás. A nudez dos cativos de outrora deu espaço ao nu artístico das artes plásticas contemporâneas, transformando em prazer o espaço antes ocupado pela dor. Ocupar as senzalas foi, sobretudo, um gesto de trazer à luz a realidade por vezes omitida e esquecida nas histórias oficiais.

Nos alpendres da grande casa estavam os oito homenageados. Nada era feito ou dito sem que se repetisse o nome dos baluartes da cultura da Paraíba. Foram homenageados os artistas José Enoch, Ariano Suassuna, Vânia Perazzo, Fernando Teixeira, Genival Lacerda, Major Palito e Hermano José. O Festival também prestou homenageou ao Mestre Abel Martins, que faleceu duas semanas antes do evento.

Por fim, o Festival de Artes de Areia foi mais que uma janela. Foi, na verdade, a porta aberta para o acesso à arte, tão próxima na produção, mas distante na fruição. O povo de Areia deu vida ao Festival e, certamente, sem a participação da população de nada valeria este grande casario. A casa grande foi efetivamente ocupada pelo povo e, ao que tudo indica, de agora em diante as portas e janelas permanecerão sempre abertas.

*Pedro Santos | Assessor de Imprensa
Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba
(83) 8857-2458
(83) 3218-4167

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ariano Suassuna lota auditório em Areia

O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna encerrou neste domingo (18) a 12ª edição do Festival de Artes de Areia. Na aula-espetáculo acompanhada por mais de 500 pessoas, Ariano falou sobre a riqueza da cultura nordestina e a necessidade de valorização da cultura popular brasileira.
Suassuna emocionou a platéia com a sinceridade das palavras e a pujança de seus ideais. Narrou histórias de vida e falou sobre a experiência a frente da Secretaria da Cultura de Pernambuco. O escritor também congratulou o Governo da Paraíba, através da Secretaria de Estado da Cultura, pela iniciativa de reativar o Festival e resgatar a característica de ser um espaço de debates e reflexões sobre a cultura paraibana.
Aos 84 anos, Ariano Suassuna não abandonou suas convicções. Mantém aceso o ideal da valorização da cultura nordestina e sabe do seu papel na luta pela afirmação da cultura brasileira. “Enquanto existirem pessoas como eu, um livro nunca será ultrapassado por uma televisão”, comentou o escritor, respondendo ao questionamento em relação à cultura televisiva.
O escritor paraibano teceu críticas ao modelo de comunicação massiva instalado no Brasil e chamou de desserviço o papel dos meios de comunicação em relação à cultura popular brasileira. Para ele, “um cachorro só gosta de osso, pois é somente osso o que lhe dão. Mas se puder optar entre um bom filé e o velho osso, certamente não é osso que ele vai querer”, ilustrou.
Contudo, Ariano não abandonou a visão positiva em relação à cultura. Falou da importância das manifestações da cultura popular e exemplificou o Reisado de Zabelê, que fez apresentação antes de sua palestra, como legítima expressão da felicidade do povo. Segundo ele, a magia destas manifestações se encontra na capacidade de insurgirem em meio às dificuldades impostas pelas mazelas das condições sociais em que se inserem.
Após o espetáculo Ariano recebeu do secretário da Cultura da Paraíba Chico César a homenagem do 12º Festival de Artes de Areia. Simbolizada numa estatueta com características da cultura paraibana, a homenagem buscou reconhecer a contribuição do literato no desenvolvimento da cultura paraibana.