segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Balaio Cultural de Boqueirão 2011



O Centro de Formação Artística de Boqueirão – CEFAR e a Prefeitura Municipal de Boqueirão através da Secretaria Municipal de Cultura, dentro de sua programação cultural, realizam anualmente no mês de novembro, o evento BALAIO CULTURAL em parceria com o Governo do Estado da Paraíba, SEBRAE e Associação Boqueirãoense de Escritores – ABES.

Com uma ampla programação, O BALAIO CULTURAL DE BOQUEIRÃO afirma o compromisso cultural de contribuir no fomento á reflexão de temas relevantes da arte contemporânea, além de estimular o diálogo entre artistas, pesquisadores e a sociedade, criando um fértil fórum de debates.

O objetivo do BALAIO CULTURAL DE BOQUEIRÂO é criar um ambiente propício para o fomento da produção local, territorial (Cariri) e brasileira, aliado ao desejo de ver a arte como “o exercício experimental da liberdade”.

São proposições de ações focadas no processo artístico que possibilitem a interação entre artistas de outras regiões e a formação do artista local através de ações diretas e indiretas, colocando assim a produção local e territorial (cariri) em discussão, numa troca de experiência com os produtores e artistas visitantes.

O BALAIO CULTURAL DE BOQUEIRÃO se constitui em uma importante ação do CEFAR e da Prefeitura Municipal de Boqueirão para atualização do debate da criação do espaço necessário para deflagrar o potencial poético de cada subjetividade. Com ações deste porte, o CEFAR e a Prefeitura Municipal de Boqueirão se colocam com o desafio de atuarem para mudança efetiva da plena realização da arte que produzem na região do Cariri e Estados do Brasil.

Para edição de 2011, o BALAIO CULTURAL DE BOQUEIRÃO contemplará uma serie de atividades nos diversos segmentos da dança, cultura popular, música, poesia, teatro, cinema, exposições, palestras, debates, cursos, oficinas, intercambio entre artistas e seminário avançado de arte e cultura.

Programação da Mostra de Música:
Geraldo Azevedo, Renata Arruda, Cabruêra, Sandra Belê, As Ceguinhas de Campina Grande, Zabé da Loca, Pife Perfumado, Toninho Borbo. Kiriri Band e Filarmônica Nossa Senhora do Desterro.

Festival Borborema é Música na Praça


texto e imagens valdívia costa 
Desde quando praça é lugar de música? Em Campina Grande, som na praça já é tradição a um bom tempo. Ainda bem, porque, além de descansar, a pessoa pode ver (e ouvir) arte! Vai ser assim, na próxima sexta-feira, 26, com a primeira dupla de bandas a se apresentar no Festival Borborema. Sócrates Gonçalves e Across The Beatles farão os shows, com música autoral e tudo mais.

O palco do Festival será permanente para a circulação de 10 artistas contemporâneos e tradicionais. "Como a cadeia da música está se formando em todo o Estado, com a criação das Secretarias de Cultura (a de Campina também está reunindo grupos), nós oferecemos um palco fixo onde os sons desse Estado serão o atrativo", enfatizou Toninho Borbo, produtor do evento.

A ideia do Festival surgiu das discussões do grupo gestor de Turismo apoiado pelo Sebrae. Todos os envolvidos apontaram para a lacuna: faltava alguma atração turística com música na cidade. E, você sabe, a procura por destinos que ofereçam opções culturais, além de paisagens, é tendência ideal para cidades como Campina Grande. Foi aí que surgiu o Festival Borborema. 

"O local possui uma certa tradição em shows, devido às realizações de mostras de música dos eventos tradicionais. Resolvemos apostar na praça porque é um ponto de convergência de comerciantes que vendem lanches, estudantes que procuram conhecimento e visitantes que querem se divertir", ressaltou a gestora de Turismo do Sebrae, Rosa Maria Correia, que vê potencial na praça também para gastronomia.

A iniciativa faz parte do projeto maior do Sebrae, Viver Campina, que vai incentivar essas e outras ações integrando o turismo cultural numa nova cadeia produtiva. "As bandas agora poderão formar público a partir da sua própria localidade", lembra o produtor. 
 
 

domingo, 21 de agosto de 2011

Por onde andam os jovens nomes que fazem a literatura na Paraíba?


Por: tiago germano

Passada a quarta edição do Agosto das Letras, evento que, até anteontem, promoveu um diálogo entre autores locais e escritores de fora do Estado, a questão ainda ecoa na estreiteza das ruas ao redor do Ponto de Cem Réis: após a Geração de 59, os grupos Sanhauá e Caravela, os focos já heterogêneos de poetas, contistas, cronistas e romancistas que gravitaram em torno de suplementos literários (os extintos e os ainda editados), que nomes têm renovado a literatura paraibana com o entusiasmo de sua juventude?
O JORNAL DA PARAÍBA foi à cata da resposta e achou um número considerável de círculos literários que vêm atuando na esfera estadual e estendendo sua influência, através da internet e das mídias digitais, os domínios da prosa e do verso que praticam com regularidade, coletivamente.
“Não somos uma geração e não formamos um movimento, pelo menos por enquanto. Sobretudo, porque não temos uma só identidade literária, uma estética própria. O que temos é a vontade de descentralizar a literatura paraibana, antes focada em João Pessoa, e interiorizá-la, conduzindo também para cidades como Campina Grande, Boqueirão, Santa Rita, Sapé ou Cajazeiras”, afirma Bruno Gaudêncio, jovem que, além de escritor, jornalista e historiador, é um dos membros articuladores de um corpo de palavras que está se erguendo através da ação de muitos braços, como o Clube do Conto, o Núcleo Caixa Baixa, o Núcleo Blecaute e a Associação Boqueirãozense de Escritores.
“Quase todos os círculos tiveram como ponto de partida a necessidade de trocarmos experiências sobre a escrita. As reuniões são quase sempre informais e todos são espécies de ‘oficineiros’ e ‘oficinados’”, conta Roberto Menezes, representante do Clube do Conto que, segundo André Ricardo Aguiar, um de seus membros mais antigos, “é uma entidade anarco-organizada, sediada num ponto indefinido preciso, com contos que falam e contistas que ouvem mudos”. 
De acordo com Roberto Menezes, as ‘regras do jogo’ não são assim tão flexíveis, nem tão rigorosas: “Nos reunimos semanalmente, aos sábados, no piso superior do Shopping Sul, em João Pessoa. As reuniões são marcadas para as 17h, mas podem começar ou não neste horário. Para participar basta levar um conto, ou um ouvido. Temos 50 membros, mas já houve dias de ninguém aparecer, ou de ir um só membro. O certo é que conto nós sempre temos, ainda que os de Joedson (Adriano, conheça no box abaixo) sejam em sonetos”, explica.
DIÁLOGO APRENDIZ
Integrante do Núcleo Caixa Baixa (que reúne também participantes do Clube do Conto), Bruno Gaudêncio comenta que os coletivos foram criados com a intenção de buscar um espaço entre as camadas de exercício literário da Paraíba e inspirados em figuras já consolidadas na literatura local, como Ronaldo Monte (que foi também um dos fundadores do Clube do Conto), Linaldo Guedes e Rinaldo de Fernandes, todos convidados  do Agosto das Letras.
“É importante frisar que não queremos romper com esta tradição literária, muito pelo contrário”, ressalta Bruno Gaudêncio. “Queremos aprender com ela, e também ter a humildade de quem está começando e se permitindo a errar”, diz o autor de Cântico Voraz do Precipício, livro de contos lançado no início do mês, em Campina Grande.
Além de lançamentos de livros, palestras e recitais, os agrupamentos literários têm promovido desde eventos de dimensões mais íntimas, como recitais, varais e saraus, até mobilizações que já estão adquirindo repercussão e relevância no calendário cultural do Estado, como a Feira Literária de Boqueirão (Flibo), uma iniciativa da Abes que já coleciona duas edições e levou para o município da Borborema vultos  como os de Ariano Suassuna, Bráulio Tavares, Jessier Quirino e Ronaldo Cunha Lima.
Outra iniciativa é a Revista Blecaute, que foi a mola propulsora para a fundação do núcleo de mesmo nome. A publicação eletrônica, que lança seu 9º volume no próximo mês e veio à luz em novembro de 2008, está hospedada no site da Universidade Federal de Campina Grande (sites.uepb.com.br/revistablecaute) e é produzida por três escritores residentes na cidade: Jãn Macêdo, João Matias de Oliveira e o próprio Bruno Gaudêncio. “Acho um trunfo termos uma publicação associada a uma instituição num Estado que ainda carece de políticas de fomento à cultura”, opina Gaudêncio.
Se a identidade de cada um dos escritores fica comprometida com a identidade dos grupos, Roberto Menezes responde: “A identidade de cada um está muito patente em cada um dos círculos. Nos influenciamos para melhorar.Até o momento está sendo edificante”.

sábado, 20 de agosto de 2011

Atacante Hulk inaugurou escolinha de futebol em Campina Grande


Antes de se tornar um dos principais jogadores do futebol europeu, o campinense Hulk, atacante do Porto de Portugal, era só mais uma criança que sonhava em brilhar nos gramados mundo afora. 

Hoje, o atleta que tem seus direitos econômicos avaliados em cerca de R$ 230 milhões está realizando um sonho pessoal que poderá proporcionar as crianças de Campina Grande região que continuem sonhando em ser um jogador de futebol. 

Na manhã do último sábado, dia 11, o atleta inaugurou sua escolinha de futebol que irá atender quase 200 crianças que terão acompanhamento técnico e social visando a formação do cidadão.

"Estou realizando um sonho pessoal que irá ajudar muitas pessoas. Essa escolinha não é apenas voltada para descobrir jogadores, o objetivo dela é dar oportunidade a muitas crianças para que o futebol ajude a formar um cidadão. 

Estou muito feliz de poder fazer isso em Campina Grande, já que quem me conhece sabe que eu vim de família humilde, e Deus me deu oportunidade de vencer na vida e nada mais justo do que ajudar os outros", disse o camisa 12 do Porto.

Com um espaço de dois campo, sendo um auxiliar, além da área social, a escolinha Hulk Paraíba contará com um alojamento que está em fase de desenvolvimento além de uma sala de musculação. 

Para os alunos que moram longe do projeto H12, que fica no bairro do Catolé na antiga sede da ANSEF (Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal) próximo ao estádio O Amigão, um microônibus irá buscá-los e levá-los em casa após as atividades. 

Como o atleta passou pelas categorias de base de Vitória-BA e São Paulo-SP, atuou também no Japão já como profissional e hoje é o principal jogador do Porto, ele quer usar essa experiência para desenvolver um trabalho que ainda não feito no estado. "Eu pedi para o Mano (sócio no projeto) vir para Portugal para ele conhecer a estrutura do Porto e assim podermos utilizar algumas coisas por aqui.

Vamos fazer um acompanhamento não só no lado esportivo, mas também na escola para que esse trabalho seja completo", projetou Hulk. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Encontro dos Povos do Cariri debaterá problemas ambientais



A segunda edição do Encontro dos Povos do Cariri dará uma atenção especial aos problemas ambientais que afligem a região, como o assoreamento e poluição do Rio Taperoá e desertificação do Cariri, onde mais de 50% do território está suscetível a se transformar em deserto. O evento acontecerá nos dias 3, 4, 5 e 6 de novembro, na cidade de Taperoá, com a participação de 31 municípios.
            Com o tema Integração Regional e Meio Ambiente a edição 2011 pretende reunir lideranças políticas para mostrar e discutir os problemas ambientais que hoje causam prejuízo à região do Cariri. O tema foi definido após várias reuniões, e promoverá o exercício da cooperação e da união de esforços do poder público, com a iniciativa privada e o setor da sociedade civil organizada.
            A desertificação, que será discutido, é um dos problemas que mais causam preocupação. As áreas mais atingidas estão nos municípios de Soledade, Gurjão, Santo André, Boa Vista, Sumé, Monteiro e São João do Cariri.
            Durante o Encontro serão debatidas ainda as questões que envolvem o Rio Taperoá, que tem sua nascente em Teixeira, passa por 38 municípios, até desembocar em Cabaceiras e Boqueirão. Os participantes vão discutir o projeto de revitalização do Rio, entregue ao Governo Federal em 2007, prevendo ações de revitalização em três etapas pelos próximos 15 anos. O projeto, orçado em R$ 153 milhões, prevê atividades que possam recuperar a mata ciliar, saneamento dos municípios em torno de Taperoá, e outras ações. 
            Além disso, o Encontro dos Povos do Cariri, discutirá ainda a preparação das cidades para a transposição do Rio São Francisco.

Conferências – O evento contará também com outras atividades como mostra de artesanato, mostra de turismo, mostra gastronômica, produção agroecológica, mostra de produtos agropecuários, além de exposição e feira de caprinos e ovinos, mostra literária, salão de artes plásticas, festival de forró do Cariri, encontro de violeiros e cordelistas, teatro, dança, cinema, corais, encontro de caminhadas da natureza, encontro regional de prefeitos, encontro de vereadores, de secretários municipais de turismo e cultura, de educação, de saúde, encontro de primeiras damas, 1º Encontro de Agroecologia do Cariri.
Será promovido ainda mostra de bandas e fanfarras, torneio de futsal, futebol de campo, torneio de argolinha, entre outros. “É uma oportunidade que a população dessas cidades têm para mostrar suas potencialidades e seu caráter empreendedor”, declarou a coordenadora do evento e gestora de turismo do Sebrae do Cariri e Agreste, Rosa Maria Correia.

Assessoria de Comunicação Encontro dos Povos do Cariri


domingo, 14 de agosto de 2011

Pontão de Cultura Cariri Território Cultural deu inicio as atividades de 2011



Projeto vai formar mais de 400 jovens, que se tornarão multiplicadores em suas escolas.
As primeiras oficinas do Pontão de Cultura Cariri Território Cultural começaram neste sábado (13) e atenderão 420 alunos e 84 professores da rede pública de ensino dos 42 municípios contemplados com o projeto. O objetivo é formar jovens protagonistas, que se tornarão multiplicadores das atividades em suas escolas. O pontão, financiado pelo Ministério da Cultura (Programa Mais Cultura), tem quatro núcleos situados em Taperoá, Monteiro, Serra Branca e Boqueirão.


As oficinas acontecerão aos sábados nesses quatro núcleos. Na primeira etapa, prevista para acabar em maio de 2010, os participantes terão aulas de dança, sanfona, pífano, zabumba, direção, produção, arte e figurino, noções de câmera, edição, fotografia para câmera e vídeo, além de manutenção de computadores, contemplando duas das quatro áreas de atuação do pontão (audiovisual, comunicação, saberes/fazeres e memória).


Foram selecionados alunos com idades entre 14 e 29 anos, que estão cursando o último ano do ensino fundamental II. Os estudantes atendidos pelo Projovem tiveram prioridade. As atividades acontecerão das 8h às 12h e das 13h às 17h, e serão coordenadas por professores selecionados através de editais. As próximas oficinas estão previstas para os dias 20 e 27 deste mês.


O projeto - O objetivo do Pontão Cariri Território Cultural é fortalecer as ações de cultura e turismo nas regiões do Cariri paraibano, Agreste de Pernambuco e Seridó do Rio Grande do Norte. O pontão prevê a capacitação de educadores e pesquisadores da cultura e das tradições populares nos três estados, beneficiando não apenas alunos e professores da rede pública, como mestres da cultura, agricultores, assentados e crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).


Na Paraíba, além das oficinas, serão implantados quatro centros de referência da memória Caririzeira e 31 ‘pontinhos’ observatórios da memória do Cariri. Também será criado um conservatório itinerante de música, um núcleo de produção audiovisual, um estúdio de rádio comunitária na web, quatro cineclubes, quatro bibliotecas, uma orquestra sinfônica e um museu vivo e virtual, que será monitorado e ‘alimentado’ pelos jovens capacitados (guardiões da memória). O projeto é desenvolvido pela Universidade Leiga do Trabalho (ULT), que fica em Taperoá e é a sede do pontão.


Parceiros - O pontão mantém parceria com o Governo do Estado, Sebrae, Fórum de Cultura e Turismo do Cariri Paraibano, Centro de Formação Artística de Boqueirão (CEFAR), Associação Mantida por Amigos Responsáveis por Educação, Cultura e Empreendedorismo (Amppare-SerraBranca), Pacto Novo Cariri, UEPB, UFPB, UFCG, prefeituras de Taperoá, Serra Branca, Monteiro e Boqueirão, além das prefeituras dos outros 38 municípios atendidos no Cariri.

sábado, 13 de agosto de 2011

Dunga Júnior desmente apoio a Cícero e pede respeito à história do grupo


O ex-deputado Dunga Júnior viu com estranheza a nota veiculada na coluna do jornalista Helder Moura no Correio da Paraíba deste sábado (13), dando conta de um eventual apoio seu a pré-candidatura do senador Cícero Lucena (PSDB) à prefeitura de João Pessoa. Assim que tomou conhecimento da notícia, Dunga Júnior fez questão de desmentir a informação em seu microblog Twitter. Dunga Júnior esclareceu dizendo que isso não passa de mera especulação e que ele e todo o grupo Dunga continuam firmes na sustentação dada aos governos Ricardo Coutinho e Luciano Agra. "Essa informação é totalmente descabida e inoportuna", disse.

Com relação à definição do candidato do grupo na sucessão de Boqueirão, Dunga disse que não existe acordo prévio com ninguém e que o grupo ouvirá o povo da cidade para definir-se. "Em Boqueirão devemos ouvir a população da cidade, pois quem vai decidir é o povo que lutou pela história construída pelo prefeito Carlos José", esclareceu. Por fim, Dunga Júnior disse que espera respeito ao seu nome e à história do grupo, que é liderado no Estado pelo suplente de senador e deputado Carlos Dunga.